quarta-feira, 20 de junho de 2012

Gabriela cravo e canela

Durante toda a semana passada foi divulgado o lançamento de Gabriela. E todas as vezes que eu via o comercial eu ficava cada momento mais intrigada. Deixo claro que eu sou um ser que não leu o livro, não viu o filme e nem assistiu a primeira mini série que foi no ano de 1975, então com essa cabecinha livre de referências eu não tive como não ter milhões de pensamentos maldoso. O primeiro deles foi:

- Eu não acredito que essa mulher tem esse tamanho de igenuidade, ela é uma piriguete dos anos 20 rsrs. Não é possível que uma pessoa se enfie debaixo de um chafariz e diga que foi sem querer, que não queria parar a cidade toda.
Vocês podem me perguntar de cara... Silvia, mas e as meninas da casa de tolerância??
Tudo bem, eu sei que temos outras personagens no mínimo bem danadinhas, mas elas recolhem a sua sensualidade e ousadia em seus shows, em suas apresentações na casa de tolerância de Machadão.

Mas a Gabriela é demais, ela se faz de sonsa, seduz a cidade toda, deixa todo mundo de queixo caído, com a sua simplicidade, seu jeito pidão de proteção e uma sensualidade tão grande que chega a comover todos os lobos famintos da cidade.

Há se ela viesse pras minhas bandas não ia prestar, no mínimo ela sairia daqui com uma quente e três fervendo kkk

Após esse pensamento e após digerir a minha pequena revolta eu ri, pois creio que é esse sentimento que o autor Jorge Amado queria promover, as babas exageradas dos homens já que a personagem Gabriela é extremamente sensual, de pé no chão, vestido curto, cabelos ao vento, não se preocupando com etiquetas, já que essa liberdade é comum para ela que precisava se virar da forma que fosse. E todos esses homens com suas damas de estica, vivendo sua vida dupla da senhora respeitosa em casa e a dama da noite para satisfazê-lo em suas lambanças extra conjugais. Gabriela gritava entre os dois mundos, o da sensualidade escancarada e o de bicho do mato.

E para desespero das mulheres que não só tendo que aguentar a opressão dos anos 20 e sua submissão as ordens e vontades masculinas, tinha que ver essa menina da cor de canela, com todo o brilho de sua juventude e todas as suas atitudes tão naturais e tão desafiadoras do tempo no qual estamos falando...

De fato essa personagem na vida real provocaria muita confusão e problemas conjugais, mas como estamos falando de Jorge Amado o escritor de personagens tão sensualizados que dividem tantas opiniões de amor e ódio rendo-me a Gabriela e desejo muito sucesso na mini série. Confesso que ainda não ví nenhum capítulo, ela já me deixou deveras cabrera, e ainda por cima vai fisgar o dono do bar... Ela é muito danadinha para o meu gosto... kkkkkk

Enfim.... eu estou de mal da Gabriela e você ???

Beijooooooo






2 comentários:

Unknown disse...

Bom, não assisti nenhum episódio e não pretendo fazê-lo, não quero que essa fúria volte contra a minha pessoa.
Sobre o Amado Jorge não conheço nada de sua vasta obra e mesmo se soubesse é melhor manter minha boca fechada pois é como o dito popular "boca fechada não entra mosca, mantem os dentes dentro da boca e a cabeça "anexada" no pescoço kkkk

20 de junho de 2012 às 20:47
Fabiana Gomes disse...

Silviaaaaaaaaaa, amei seu texto, amiga vc é muitíssimo boa nisso, ja pensou em escrever cronicas???
Sua cara nega...
Adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!
Beijoooo,
Fabi

23 de junho de 2012 às 06:07

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